Robô do modelo Gita, da Fast Forward, do Piaggio Group (Foto: Kris Naudus (AOL/Engadget)

Viajar é ótimo, mas fazer longas viagens, onde o cansaço transforma o ato de carregar malas e mochilas pelos enormes corredores dos aeroportos em uma exaustiva atividade física, não é algo muito agradável. Mas este robô italiano pode melhorar a rotina.
A Fast Forward, que faz parte do Piaggio Group (criador da motocicleta Vespa, um ícone italiano fabricado desde 1946), inventou um robô que carrega a bagagem e segue o usuário pelo caminho.
Compacto e atraente, o veículo de carga inteligente lembra até o BB-8, o simpático droide de Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força. Batizado Gita, ele é o primeiro projeto da Fast Forward, o que demonstra a ambição da empresa de, futuramente, alcançar feitos ainda maiores.
A capacidade do compartimento do Gita é de um pouco mais de 18 kg (Foto: Piaggio Group )

Características gerais

Com estrutura de carbono, 56 cm de altura, superfície lisa e brilhante e rodas de borracha, a Gita tem um elegante design retrô, que lembra bastante as linhas da Vespa. Equipado com câmeras, o veículo de carga consegue navegar com facilidade e seguir o dono da bagagem, podendo transportar um pouco mais de 18 kg.
Uma escotilha no topo do equipamento dá acesso a um pequeno compartimento. Quem já testou garante que é possível guardar uma mochila com um notebook de 14 polegadas e ainda sobra espaço para colocar mais laptops, livros e uma câmera DSLR.

O modelo Kilo se parece muito com a Vespa e consegue carregar 200 kg (Foto: Kris Naudus (AOL/Engadget))

Para quem acha pouco, a Fast Forward já está desenvolvendo o Kilo, que tem mais do que o  dobro de capacidade. Com a escotilha aberta, ele consegue carregar 200 kg. Com esse tamanho todo, o robô italiano é indicado para facilitar o trabalho de quem faz entregas, seguindo a pessoa com as encomendas e pacotes ao longo do caminho.

Tanto o Gita como o Kilo não utilizam GPS. No lugar do sistema, o usuário precisa colocar um cinto especial com câmeras embutidas, que se conecta aos equipamentos por meio de Wi-Fi e os ajuda a determinar onde exatamente está indo.

Como o robô italiano não se movimento com GPS, o usuário precisa usar um cinto especial com câmeras embutidas e conexão Wi-Fi (Foto: Kris Naudus (AOL/Engadget))

Fase de testes

Como os robôs ainda são protótipos, não há data de lançamento nem valor de custo. Por enquanto, eles estão sendo testados para que os desenvolvedores possam corrigir alguns erros e aprimorá-los. A equipe envolvida é formada por engenheiros de hardware e designers.
Um dos projetos é para que as máquinas funcionem no modo autônomo, mapeando uma área e percorrê-la por conta própria. Assim, basta o destinatário desbloquear o compartimento para retirar os itens de dentro do robô. Existe, ainda, a possibilidade de eles trabalharem em comboios, otimizando a funcionalidade.
Além de aeroportos, é possível que um dia encontremos Gitas e Kilos em campi corporativos, hospitais, lojas, supermercados e onde mais esses veículos de carga forem necessários. Veja o Gita em ação no vídeo abaixo:

Fonte: Engadget e Yahoo! Tech.

Eduardo Cavalcanti
Autor

Engenheiro Civil de formação, empresário, e atua em diversos mercados. É aficcionado por tecnologia e está sempre em algum lugar diferente do mundo (sim, viajar está entre seus maiores hobbies). Já teve uma época em que não conseguia dormir sem assistir a um episódio do Netflix. Hoje, com o empreendedorismo pulsando em suas veias, usa praticamente todo o seu tempo livre consumindo conteúdos relacionados à cases de sucesso e ao mercado financeiro.

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